tenha um Nino por perto Quero ser Nino

Perto de você, alguém passa o dia inteiro sem ter com quem conversar

Você pode ser quem aparece. Cada visita são duas horas, nos horários que você mesmo escolher, e paga R$ 75,92: R$ 37,96 por hora, ou R$ 911,04 no mês com a agenda cheia de doze visitas. A formação é gratuita, gravada por geriatra, psicólogo e enfermeiro, e continua sua se um dia você sair daqui.

A Nino ainda não está operando. Esta página reúne quem quer ser chamado quando a primeira turma abrir. O valor por visita não muda quando a família assina o plano mensal. O desconto sai da nossa margem, não da sua; quanto fica com a Nino está nas perguntas.

Um senhor de camisa estampada joga dados numa mesa de centro, rindo, ao lado de uma jovem sentada no sofa.

Quem vira Nino

Não é vocação e não pede diploma. Pede paciência, horário livre e disposição para ficar com uma pessoa mais velha sem olhar o relógio.

Estudante

De enfermagem, psicologia, serviço social, medicina, gerontologia. Horas de convívio real com idosos antes de qualquer estágio, e um certificado que entra no currículo.

Aposentado ativo

Tempo, repertório e uma conversa de igual para igual, que é justamente o que falta quando quem visita tem trinta anos a menos.

Quem tem horário flexível

Uma renda que cabe entre outras coisas, sem jornada fixa, sem escala imposta e sem plantão.

Você visita sempre as mesmas pessoas. Não é atendimento por chamado: é vínculo, e é essa a diferença entre isto e um aplicativo de tarefas.

O que você faz nas duas horas

É a mesma lista que a família lê do outro lado do site, e ela é curta de propósito: o que não está aqui, você não vai ser chamado para fazer.

Um senhor de camisa e gravata digita num notebook enquanto uma jovem ao lado acompanha, segurando um cartao.

O que é seu trabalho

  • Conversar, tomar um café, ouvir as mesmas histórias de novo
  • Caminhar no quarteirão ou na praça
  • Baralho, dominó, palavras cruzadas
  • Ir ao mercado, à padaria ou à farmácia
  • Acompanhar numa consulta e anotar o que o médico disse
  • Ajudar com o celular, o banco pelo aplicativo, a chamada de vídeo com a família

O que não é

  • Higiene pessoal
  • Banho
  • Alimentação assistida
  • Administração de medicamentos
  • Qualquer procedimento clínico

Isso é trabalho de cuidador, que é profissional de saúde. Se uma família precisar disso, nós dizemos a ela que precisa de um cuidador, e não pedimos a você.

O caminho até a primeira visita

São quatro etapas e é exigente de propósito. Quem entra na casa de uma pessoa idosa tem de passar por elas. O treinamento vem antes da checagem de antecedentes por escolha nossa: a etapa que custa o seu tempo vem antes da que custa o nosso dinheiro, então quem desiste desiste de graça.

  1. Inscrição

    O formulário no fim desta página. Leva alguns minutos. Quando a primeira turma abrir, pedimos também um vídeo curto contando quem você é e o que faz.

  2. Triagem

    Idade, região, disponibilidade e o básico de perfil.

  3. Treinamento

    Gravado, gratuito e obrigatório. Feito por geriatra, psicólogo, enfermeiro e assistente social.

  4. Antecedentes

    Por nossa conta, não sua, e refeita todo ano enquanto você estiver ativo. Passou, seu perfil fica visível para as famílias.

O que você leva daqui

Além do que entra na conta. Nada disto some se um dia você parar de visitar: a formação continua sua, e o registro também.

O que você aprende

  • A formação básica, gratuita: envelhecimento e autonomia, comunicação, segurança em casa, sinais de alerta, identificação de negligência
  • A certificação avançada, que é curso e não selo comprado: primeiros socorros, prevenção de quedas, comunicação com perda auditiva ou declínio cognitivo, identificação de golpes financeiros

O que fica no seu nome

  • Um histórico de visitas com avaliação, que é o que uma família olha antes de aceitar alguém em casa
  • A checagem de antecedentes por nossa conta, refeita todo ano enquanto você estiver ativo

A meta é que essa formação valha fora da Nino também, junto com instituições de ensino. Quem sai daqui sai com qualificação, não com histórico de bicos. E o Nino ganha mais porque sabe mais.

A mesma visita, contada dos dois lados

São duas horas. Elas acontecem uma vez só e entram na conta de duas pessoas, e é essa conta dupla que separa isto de um bico que paga igual.

Um senhor de cabelos grisalhos e oculos e um rapaz de camisa branca leem um livro juntos, sentados lado a lado no sofa.

Para quem recebe

É sempre a mesma pessoa que toca a campainha, no mesmo dia da semana. Ninguém precisa pedir ajuda para ter companhia, porque a visita já está marcada, e o que acontece dentro dela é conversa sem pressa, um café, uma caminhada até a praça ou a padaria, às vezes uma consulta acompanhada com alguém anotando o que o médico disse.

Do outro lado, a família fica sabendo como ele está sem precisar interrogar por telefone. E nada disso passa por admitir que se perdeu autonomia, que é o que trava quase toda conversa sobre cuidado numa casa.

A falta de conexão social aumenta o risco de morte prematura em magnitude comparável à de fumar até 15 cigarros por dia. Holt-Lunstad, Smith e Layton (2010), PLoS Medicine 7(7): e1000316.

Para você, que visita

É uma renda que cabe na semana sem você largar o que já faz. Mas é também um trabalho em que ouvir é a tarefa, e não o intervalo entre duas tarefas, o que muda mais coisa do que parece para quem passa o dia respondendo a demanda dos outros.

E companhia é mão dupla. Quem visita também deixa de passar a tarde sozinho, e como você acompanha sempre as mesmas pessoas, acaba vendo o que a sua presença muda: a conversa que fica mais longa, a história que volta pela terceira vez, o dia em que perguntam de você antes de você chegar.

Um rapaz de camisa branca e um senhor de cabelos brancos e oculos, sentados a mesa, sorriem para a camera durante um jogo.

Um bico devolve dinheiro e nada mais. Estas duas horas devolvem dinheiro para você e presença para alguém. E são as mesmas duas horas.

Perguntas de quem se inscreve

Dá para conciliar com a faculdade ou com outro trabalho?

É exatamente a ideia. Você diz quantas horas por semana tem e quais horários aceita, e só recebe visitas dentro disso.

Não existe jornada fixa, escala imposta nem plantão. O trabalho é flexível por desenho, porque é isso que estudante, aposentado ativo e quem tem horário livre consegue assumir.

Preciso ter experiência com idosos?

Não. A formação básica é obrigatória justamente porque não exigimos experiência: ela é gratuita, gravada, e você faz no seu ritmo antes da primeira visita.

Quem grava são geriatra, psicólogo, enfermeiro e assistente social. Os assuntos são envelhecimento e autonomia, comunicação, segurança em casa, sinais de alerta e identificação de negligência.

Preciso mandar um vídeo?

Quando a primeira turma abrir, sim. É um vídeo curto, gravado pelo próprio celular, em que você conta quem é e o que faz. Ele fica no seu perfil, e é o que a família assiste antes de escolher com quem quer marcar.

Não é teste e ninguém é reprovado por causa dele. Ele existe para a família ver uma pessoa, e não uma ficha. Por enquanto a lista de espera não pede nada disso: são só as cinco perguntas do formulário no fim desta página.

Isso é emprego com carteira assinada?

Não. O trabalho é autônomo, e vale dizer com todas as letras o que isso significa: não há salário fixo, férias, décimo terceiro nem garantia de um número de visitas no mês.

O que existe em troca é a flexibilidade real de escolher horários e recusar visitas, e uma formação e um histórico que são seus, não da empresa.

Quanto custa para mim?

A formação básica e a checagem de antecedentes são por nossa conta, inclusive o recheque de todo ano.

Fica com você o deslocamento até a casa da pessoa. A certificação avançada custa R$ 79,00 e é opcional. Quem a tem aparece de outro jeito para as famílias, mas ninguém é impedido de visitar por não ter.

Quanto fica com a Nino?

A família paga R$ 99,90 pela visita. R$ 75,92 vão para você e R$ 23,98 ficam com a Nino: é o que paga a verificação, o seguro, a formação gravada e a plataforma.

Quando a família assina o plano mensal, o seu valor por visita não muda: o desconto do plano sai da nossa margem, não da sua.

Vou visitar sempre as mesmas pessoas?

Sim, e esse é o ponto. Companhia por rodízio não vira vínculo, e vínculo é o que a Nino está tentando construir, para a pessoa visitada e para você.

E se eu não me der bem com alguém?

Você pode recusar uma visita e pedir para não voltar àquela casa, sem precisar justificar. Companhia forçada não funciona para nenhum dos dois lados.

Quero ser um Nino

A primeira turma ainda não abriu. Deixe seu contato para ser chamado quando ela abrir, e para nos ajudar a decidir por qual bairro começar.