Para quem recebe
É sempre a mesma pessoa que toca a campainha, no mesmo dia da semana. Ninguém precisa pedir ajuda para ter companhia, porque a visita já está marcada, e o que acontece dentro dela é conversa sem pressa, um café, uma caminhada até a praça ou a padaria, às vezes uma consulta acompanhada com alguém anotando o que o médico disse.
Do outro lado, a família fica sabendo como ele está sem precisar interrogar por telefone. E nada disso passa por admitir que se perdeu autonomia, que é o que trava quase toda conversa sobre cuidado numa casa.
A falta de conexão social aumenta o risco de morte prematura em magnitude comparável à de fumar até 15 cigarros por dia. Holt-Lunstad, Smith e Layton (2010), PLoS Medicine 7(7): e1000316.